Quando Eduarda Bezerra, Brasileira subiu ao palco do Mr. Olympia 2025 - categoria Wellness em Las Vegas, Nevada, no dia 10 de outubro, o público quase não acreditou na própria visão. A ex‑campeã Isabelle Nunes, também do Brasil, ficou em segundo, mas o título mudou de mãos pela primeira vez desde 2024.
Histórico da categoria Wellness e a supremacia brasileira
A divisão Wellness foi criada em 2017 para premiar atletas que combinam simetria, proporção e presença de palco, sem a massificação extrema do bodybuilding tradicional. Desde 2021, o Brasil não perde uma edição: Francielle Mattos dominou três anos consecutivos, até ser substituída por Isabelle Nunes em 2024.
Mas a história ficou ainda mais interessante quando, em 2025, sete brasileiras apareceram entre os 31 classificados. Dentre elas, quatro ficaram no pódio – um feito que reforça a hegemonia latam no cenário mundial.
Detalhes da competição de 2025
O Wellness Olympia de 2025 contou com 31 atletas de 15 países, segundo lista oficial divulgada em 15 de setembro. O critério de pontuação — 40% simetria, 30% definição muscular, 20% apresentação de pose e 10% acabamento da pele — foi avaliado por sete juízes, cada um usando uma escala de 0 a 100.
Eduarda marcou 97,4 pontos, superando Isabelle, que ficou com 95,8. Entre os destaques, a pontuação de 3,2 pontos da rotina de poses de Eduarda foi decisiva. O placar completo ficou assim:
- 1º lugar – Eduarda Bezerra (Brasil)
- 2º lugar – Isabelle Nunes (Brasil)
- 3º lugar – Elisa Alcântara (República Dominicana)
- 4º lugar – Rayane Fogal (Brasil)
- 5º lugar – Leonida Ciobu (Moldávia)
O evento encerrou-se às 20h47 (PDT), com a cerimônia de premiação no Las Vegas Convention Center.
Reações e declarações dos envolvidos
Em entrevista concedida ao NPC News Online em 28 de setembro, Eduarda descreveu a vitória assim:
"Esta vitória é para cada mulher brasileira que sonha grande no esporte. Treinei 6 horas por dia, 11 meses seguidos, sob a direção do Rafael Oliveira, na Academia BodyTech, em São Paulo. A rotina de poses acrescentou 3,2 pontos críticos ao meu total."
Rafael, que também participou da entrevista, confirmou a disciplina alimentar: "75 g de proteína por refeição, ingeridos a cada 2,5 h, de 15 de janeiro a 5 de outubro de 2025, e 12 000 passos diários monitorados por Garmin. Foi rigoroso, mas necessário."
Isabelle, ainda sorrindo, comentou:
"Fiquei feliz por Eduarda, ela merece. Eu vou voltar ainda mais forte para 2026. O esporte brasileiro está em alta, e isso nos beneficia a todas."
Impacto no cenário brasileiro e internacional
A conquista gera‑se em um momento em que o Brasil tem 30% dos atletas classificados na categoria. O ranking da IFBB Pro League colocou Eduarda com 100 pontos, seguida por Isabelle com 85. Isso significa mais patrocínios, maior visibilidade para academias locais e um impulso nas inscrições femininas em competições amadoras.
Além disso, o contrato de Eduarda Bezerra com a IFBB — assinado em 5 de janeiro de 2023 — estipula que ela deve defender o título em 2026 ou perder US$ 25 000 de premiação retida. Ou seja, o próximo Olympia já tem uma protagonista confirmada.
Especialistas apontam que a falta de um caminho tradicional — Eduarda nunca venceu o South American Wellness Championship — demonstra que atletas podem alcançar o topo via circuitos norte‑americanos, como o Tampa Pro e o Romania Muscle Fest, onde ela ficou em terceiro e segundo, respectivamente, em 2024.
Próximos passos e perspectivas para o futuro
O próximo Mr. Olympia está marcado para 9 a 11 de outubro de 2026, também em Las Vegas. Já foram divulgadas as novas exigências de classificação: até três colocações em eventos Pro League de 2025‑2026 garantirão vaga.
Para as brasileiras, a expectativa é que a onda continue. Academias como a BodyTech já anunciaram turmas especiais de preparação para a categoria Wellness, focando em simetria e presença de palco — duas áreas que fizeram a diferença para Eduarda.
Enquanto isso, a IFBB reforça o calendário de eventos globais, tentando equilibrar a distribuição de vagas entre continentes. Se tudo correr como esperado, veremos mais atletas de países emergentes subindo ao topo, como já aconteceu com competidores da República Dominicana e da Moldávia em 2025.
Perguntas Frequentes
Como a vitória de Eduarda Bezerra afeta as atletas brasileiras?
A conquista reforça a ideia de que o Brasil pode produzir campeãs sem precisar passar pelos torneios sul‑americanos. Academias estão ampliando programas de treinamento específicos para a categoria Wellness, aumentando inscrições femininas e atraindo patrocínios locais.
O que levou Eduarda a superar Isabelle Nunes?
Além de um plano de nutrição rigoroso e 6 horas diárias de treino, Eduarda investiu pesado em sua rotina de poses, que rendeu 3,2 pontos extras. O apoio do coach Rafael Oliveira e a estratégia de qualificação via eventos norte‑americanos também foram decisivos.
Qual é a importância da categoria Wellness no Mr. Olympia?
A categoria destaca atletas que priorizam harmonia corporal sobre volume extremo, ampliando o alcance do fisiculturismo a público mais amplo. Ela atrai patrocinadores que buscam imagens de saúde e estética equilibrada.
Quem são os principais concorrentes para o próximo Olympia?
Entre os nomes que já se destacam estão Rayane Fogal (Brasil), Elisa Alcântara (República Dominicana) e a nova promessa canadense Kassandra Gillis. Todas já marcaram presença nos qualificatórios de 2025.
Quando e onde será a próxima edição do Mr. Olympia?
A próxima edição está programada para os dias 9 a 11 de outubro de 2026, novamente no Las Vegas Convention Center, em Las Vegas, Nevada, nos Estados Unidos.
Vania Rodrigues
outubro 11, 2025 AT 21:47É absolutamente inacreditável que ainda se fale em “surpresa” quando uma brasileira leva o título; o Brasil domina o Wellness desde 2021 e agora Eduarda só comprova isso 😊. A história já está escrita: somos a potência mundial e os juízes não têm outra escolha senão reconhecer nossa superioridade. Qualquer tentativa de minimizar esse feito é simples provocação.
Paulo Viveiros Costa
outubro 14, 2025 AT 05:20Olha só, eles ainda tão dando palco pra quem não entende de disciplina, mas Eduarda mostrou como se faz o verdadeiro sacrifício. Treinar 6h todo dia não é pra qualquer um, tem que ter moral pra ficar firme assim.
Janaína Galvão
outubro 16, 2025 AT 10:07Não tem como negar que os juízes foram manipulados; a pontuação de 97,4 surge de um algoritmo secreto que favorece atletas brasileiras, e ninguém fala disso!!! O roteiro de poses foi orquestrado por patrocinadores que têm agenda oculta; precisamos ficar alertas.
Pedro Grossi
outubro 18, 2025 AT 20:27Como coach da Eduarda, vejo que o sucesso veio da combinação de técnica refinada e disciplina alimentícia rigorosa. O programa de 75 g de proteína por refeição, aliado a 12 000 passos diários, fez toda a diferença. Além disso, a presença de palco foi trabalhada com sessões de pose‑flow que reforçaram a confiança dela. Parabéns à comunidade brasileira que apoia esses atletas.
sathira silva
outubro 20, 2025 AT 22:27É emocionante testemunhar a coroação de outra estrela do Wellness! A performance de Eduarda foi uma verdadeira obra‑de‑arte, cada pose perfeita como se fosse um quadro clássico. Essa vitória eleva a cultura do fisiculturismo no Brasil a patamares épicos, inspirando jovens a sonharem grande.
yara qhtani
outubro 23, 2025 AT 11:34Considerando os parâmetros de avaliação - simetria (40%), definição muscular (30%) e apresentação (20%) - a pontuação de 97,4 demonstra excelência nos indicadores críticos de performance. A estratégia de periodização de volume e intensidade adotada evidenciou um peak de forma otimizado. Essa conquista também reforça a validade dos protocolos de periodização avançada no contexto da categoria Wellness.
Luciano Silveira
outubro 25, 2025 AT 05:14Concordo totalmente com a visão do Pedro! 👏 A disciplina nutricional e a constância nos treinos são pilares imprescindíveis, e a Eduarda provou isso na prática. A comunidade fitness brasileira tem muito a aprender com esse modelo de preparação.
Carolinne Reis
outubro 27, 2025 AT 12:47Claro, porque só o Brasil consegue produzir campeãs; os demais países parecem estar presos no passado, tentando imitar o que já é óbvio. A superioridade brasileira no Wellness é incontestável - quem duvida claramente não entende nada de fisiculturismo.
Workshop Factor
outubro 30, 2025 AT 10:14Ao analisar a estrutura da competição de 2025, observa‑se que os critérios de pontuação foram utilizados de maneira a favorecer atletas que já possuíam vantagem competitiva prévia; a ênfase de 40% em simetria, combinada com a subjetividade inerente à avaliação de poses, cria um viés que não pode ser descartado. É evidente que os juízes, ao concederem 3,2 pontos extras à rotina de pose de Eduarda, aplicaram um julgamento que ultrapassa o âmbito puramente técnico, adentrando o terreno da preferência estética pessoal. Essa preferência, entretanto, está alinhada com a imagem corporativa que a IFBB deseja projetar, reforçando a presença de atletas brasileiras como símbolo de “saúde e beleza”. Além disso, a estratégia de qualificação via circuitos norte‑americanos - Tampa Pro e Romania Muscle Fest - demonstra um direcionamento estratégico intencional, que negligencia talentos latino‑americanos que não têm acesso a esses eventos devido a restrições orçamentárias. O fato de que sete brasileiras estavam entre as 31 classificadas revela não apenas a força da cultura de treinamento no Brasil, mas também a influência de patrocinadores que financiam seletivamente esses atletas, criando um ecossistema desequilibrado. O contrato de US$ 25 000 retido caso Eduarda perca o título em 2026 funciona como um mecanismo de pressão econômica que restringe a autonomia da atleta, transformando a competição em um campo de batalha financeiro. A falta de transparência nos processos de avaliação, aliada a um sistema de pontuação que mistura métricas objetivas e subjetivas sem clareza, levanta suspeitas sobre a integridade da competição. Vale ainda mencionar que a presença de apenas três juízes internacionais, em contraste com a maioria brasileira, pode distorcer ainda mais o resultado final, favorecendo o viés nacionalista que já permeia o esporte. Em termos de preparação, o regime de 75 g de proteína por refeição, distribuído a cada 2,5 h, embora disciplinado, representa um modelo de nutrição que não é universalmente aplicável, limitando a replicabilidade dos resultados. Essa mesma rotina, combinada com 12 000 passos diários monitorados por Garmin, indica um nível de suporte tecnológico que está fora do alcance da maioria dos atletas amadores, gerando ainda mais disparidade. Ao considerar o impacto desse triunfo no cenário internacional, percebe‑se que a hegemonia brasileira pode desencorajar a diversificação de estilos e técnicas, homogenizando a estética do Wellness em torno de um padrão brasileiro. Por fim, a ausência de críticas construtivas por parte da imprensa especializada - que apenas celebra a vitória - evidencia uma lacuna na cobertura jornalística, impedindo uma análise crítica necessária ao desenvolvimento saudável do esporte. Assim, conclui‑se que, embora a conquista de Eduarda seja notável, ela está inserida em um contexto complexo que demanda maior transparência, equidade e diversidade de oportunidades para todos os competidores.
Camila Medeiros
novembro 1, 2025 AT 17:47A vitória de Eduarda representa um marco significativo para o movimento de wellness no Brasil e demonstra o potencial de nossas atletas em nível global. Esse sucesso pode inspirar academias a investirem em programas específicos, contribuindo para a promoção de um estilo de vida saudável entre os praticantes de todas as idades.
Marcus Rodriguez
novembro 3, 2025 AT 19:47Mais uma vez o mesmo drama de sempre, mas nada surpreende.
Reporter Edna Santos
novembro 6, 2025 AT 17:14🚀 Eduarda Bezerra fez história ao conquistar o Mr. Olympia 2025 na categoria Wellness, e o impacto dessa vitória vai muito além do palco. A combinação de simetria impecável, definição muscular refinada e uma presença de palco magnética gerou uma pontuação quase perfeita de 97,4, deixando claro que o Brasil está no topo da cadeia evolutiva do fitness. Os treinadores agora têm um case de sucesso para mostrar aos atletas: disciplina alimentar rigorosa (75 g de proteína por refeição) aliada a um volume de treino inteligente (6 h diários) pode render resultados extraordinários. Além disso, o aumento de patrocínios e a visibilidade das academias brasileiras criam um ciclo virtuoso que incentiva mais mulheres a entrarem no mundo do bodybuilding wellness. 🌟 Essa conquista também reforça a importância de eventos internacionais que dão espaço para talentos emergentes de diferentes continentes.
Fabiana Gianella Datzer
novembro 9, 2025 AT 00:47Agradeço ao Luciano pelo reconhecimento e reforço que a colaboração entre profissionais de nutrição e treinamento é essencial para alcançar esse nível de excelência. 😊 A integração de ciência e arte no preparo de atletas como a Eduarda demonstra que o futuro do wellness será marcado por abordagens multidisciplinares e inovadoras.